A escola que queremos... é possível chegar lá!
Semana de 30 de abril a 06 de maio de 2007
Gilda Lück
Passamos por uma evolução histórica, movida principalmente pela tecnologia. Novas formas de aprender e de ensinar foram elaboradas e disponibilizadas. Espaços como nossa própria casa, onde trabalhamos, ou onde dispomos de nosso tempo de ócio e lazer, tornaram-se as bases do desenvolvimento de meios de comunicação, com um foco muito significativo no computador, com o qual se pode acessar a Internet.
Já a escola, até aquela considerada de boa qualidade, passa a se reestruturar e se reinventa nessa nova realidade, pois corre o risco de se tornar obsoleta como instituição, sendo suplantada pelas novas formas, não-escolares, de aprender. Anteriormente, havia um conhecimento de senso comum que afirmava: “Qualquer escola é melhor do que nenhuma escola”. No entanto, a escola ruim, além de não fazer bem, pode causar muitos males.
Hoje, as organizações educacionais estão numa encruzilhada: ou se reinventam ou se torna obsoletas.
Se partirmos do conceito de que nada é impossível e vivenciarmos os “Quatro P’s” para alçarmos nossas metas: propósito, paixão, plano e persistência, teremos, com certeza, o sucesso esperado.
Para tanto, é necessário ter consciência de que reinventar a escola implica, antes de tudo, em rever o conceito de educação com todos aqueles que estão diretamente ou indiretamente ligados a ela. Isso porque necessitamos alcançar clareza sobre duas questões de suma importância: “Por que educar?” e “Para que educar?” Então como podemos posicionar a missão da escola diante de outras instituições que assumem funções educacionais?
1. Analisar o currículo que usamos atualmente, suas bases e significados. O que implica em uma retomada à discussão de “como fazer” o seu método, isto é, sua visão da forma como os alunos aprendem.
2. Repensar a forma de organizar o tempo e espaço.
3. Realinhar os papéis da gestão, dos colaboradores e da própria relação professor/aluno.
4. Transpor os muros da escola e rever as relações escola X comunidade.
5. Construir elos que transponham limites entre dados, informação, conhecimento.
A escola que queremos
Tem uma nova ótica educacional
• Concebe a educação como a maneira pela qual o ser humano é despertado para a descoberta de suas aptidões natas, as desenvolve e as transforma em habilidades específicas.
• Encara o aluno como o ator principal de sua própria aprendizagem e de sua educação, além de ser o responsável pela construção de sua vida; vendo o professor como aquele que o ajuda, orienta, incentiva, provoca.
• Adota como método uma pedagogia ativa, centrada no aluno, e voltada para a definição, o planejamento, a execução e a avaliação, pelos alunos, de projetos de aprendizagem relacionados aos seus interesses.
• Vê sua missão como sendo a de contribuir para que o ser humano se torne capaz de definir e elaborar um projeto de vida e que construa as competências e as habilidades necessárias para transformá-lo em realidade.
• Compõe a competência pessoal e coletiva; através dos processos de escolha e decisão. Com a decisão certa, capacita o ser humano a realizar o seu potencial, dentro de um projeto de vida de sua livre escolha.
Determina o tempo e o espaço
• Administra o tempo e organiza o espaço de modo que venham a servir às necessidades de aprendizagem dos alunos, criando ambientes diversificados e horários flexíveis que facilitem a aprendizagem dos alunos à medida em que eles desenvolvem seus projetos.
Integra o conhecimento ao contexto
• Interage criativamente com o mundo que a circunda, no plano mais próximo e mais distante, fazendo pleno uso das novas tecnologias de informação e comunicação que nada mais são do que formas eficientes de colocar pessoas em contato com pessoas e com a informação de que necessitam para viver suas vidas.
Essa é a escola que queremos. E é possível chegar lá!
É possível chegar lá – se tivermos: um propósito claro, paixão pela causa, um plano realista, persistência com paciência.
Em um espaço em que as pessoas aprendem, isto é, em que constroem suas competências e habilidades.
Em um espaço em que potenciais se realizam...
Em um espaço em que o ser humano se desenvolve...
Em um espaço em que as pessoas se educam em diálogo...
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