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ÁFRICA BRASIL
 José Eduardo Carneiro

África Brasil foi o tema da 8ª Feira da Cultura Popular do Colégio Hélio Alonso. Durante quase dez horas de festejos, alunos de várias idades, professores de todos os seguimentos, funcionários e convidados navegaram no grande “navio negreiro” da criatividade e da arte.  Bebendo na fonte inesgotável da cultura do povo africano, o colégio cantou e dançou vários ritmos e apresentou na grande aquarela negra, matizes diferentes que enriqueceram nossa história e nos transformaram em uma grande democracia cultural.

A África apresentada pelo colégio Hélio Alonso, era uma África brasileira com toda a sua diversidade e identidade. Era negramente brasileira. Tinha samba, funk, rap, carimbó, coco e lambada, maracatu, suingue e Timbalada representando um pouco de todos nós nesse grande terreiro musical.

Nessa África apresentada pelos alunos e fortemente respaldada pela equipe pedagógica, os temas foram abordados com criticidade e respeito. Não era um espetáculo de dança apenas, era um manifesto em defesa das nossas riquezas, em defesa das nossas tradições. Era a certeza de que já somos uma nação com cultura sólida e que já não devemos nada a país nenhum.

E nesse sentido foi muito bom poder ver uma escola pulsar arte com profundidade estética.  Perceber uma escola comprometida com o belo essencial e que não se deixou corromper pelo fácil ou pelo óbvio.

Como se não bastasse, na África Brasil do Colégio Hélio Alonso, além das danças, das músicas, dos ritmos e das mais de 100 máscaras africanas que coloriram toda a escola, comemorou-se também os 60 anos do trio elétrico, os 30 anos do funk no Brasil e os centenários de Nelson Cavaquinho, Noel Rosa e Adoniran Barbosa dando a todos nós um grande exemplo de resistência cultural com qualidade e compromisso pedagógico.

Veja fotos da Feira aqui.

 

 

 Colégio Hélio Alonso
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